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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Cruzeiro da MSC “apanhado” a atirar lixo para Oceano Atlântico

Mäyjo, 30.11.14

 

Um cruzeiro da MSC foi “apanhado” em flagrante a atirar lixo para o Oceano Atlântico, na costa brasileira junto a Fernando de Noronha. O caso remonta a Dezembro último e foi filmado pelo empresário Sérgio da Silva Oliveira, depois de uma viagem que partiu de Génova, Itália, e durou 19 dias, até chegar ao porto de Santos, Brasil.

Segundo Sérgio da Silva Oliveira, os funcionários do MSC Cruzeiros deitavam ao mar, durante as madrugadas, dezenas de sacos do lixo. A centenas de metros do arquipélago de Fernando de Noronha, já perto do final da viagem, o empresário filmou tudo do 10º andar do navio, onde estava hospedado.

Segundo a imprensa brasileira, a MSC Cruzeiros já afirmou “desconhecer qualquer violação” das normas brasileiras e internacionais. A empresa comprometeu-se também a realizar uma investigação interna, garantindo que vai comunicar o resultado final. Caso a responsabilidade seja confirmada, a MSC Cruzeiros tomará as providências necessárias para que o episódio não se repita.

A MSC reforçou ainda ter uma preocupação ambiental muito grande, explicando que o padrão da empresa no que toca à gestão de resíduos sólidos está de acordo com as exigências internacionais. Veja o vídeo.

Cobertura de gelo na Antárctica é a maior dos últimos 40 anos

Mäyjo, 29.11.14

Cobertura de gelo na Antárctica é a maior dos últimos 40 anos

Desde 1970 que o gelo da região Antárctica não cobria uma extensão tão grande, de acordo com a NASA. E ainda que muitos utilizem esta informação para negar o aquecimento global, a verdade é que a NASA afirma que este fenómeno existe – exactamente – devido ao desequilíbrio climático do planeta.

De acordo com investigadores, este ganho de gelo no Pólo Sul pode ter uma relação directa com o aumento da temperatura na Terra, o que teria provocado a deslocação de ar mais frio para a região. “Sem nenhuma barreira geográfica a norte, o gelo pode expandir-se livremente se as condições de mostram favoráveis”, explicou Walt Meier, cientista da NASA.

Outra possível causa para o crescimento da cobertura glacial é o sistema de baixa pressão do Mar Amundsen, no Oceano Antárctico, que vem apresentando alterações, levando mais vento para o continente.

O Planeta Sustentável avança que várias hipóteses estão a ser levantadas para explicar este novo recorde. O que se sabe até agora, porém é que enquanto o derretimento no Árctico não pára de aumentar – são perdidos em média 20 mil metros quadrados de gelo por ano -, a Antárctica ganha mais cobertura.

Por que é que o verde nem sempre é mais verde para as cidades?

Mäyjo, 28.11.14

Depois de um longo período em que as cidades foram reclamadas pelo asfalto, tijolo e indústrias, o conceito de cidades verdejantes está a ganhar popularidade, mas desta vez com um toque pós-industrial.

A deslocação das grandes indústrias para fora das cidades deixou grandes áreas livres para a erva daninha e todo o tipo de vegetação crescerem mas, nos últimos anos, estes espaços têm vindo a ser recuperados e convertidos em espaços verdes ou quintas urbanas. Exemplos são o London Olympic Park e o New York High Line (na foto), um parque que foi construído numa antiga zona ferroviária de Nova Iorque, em que os descampados foram transformados em parques verdejantes.

Porém, esta tendência está a espalhar-se um pouco por todo o mundo. Em Sydney e Chicago existem propostas para transformar antigos viadutos em parques. Na Cidade do Cabo, os arquitectos têm planos para remodelar um viaduto inacabado e transformá-lo num parque combinado, numa estação eléctrica reciclada e num museu. Em Londres, outro projecto ganhou uma competição para uma “High Line”, que poderá transformar um túnel abandonado numa quinta urbana em forma de cogumelo, refere o Guardian.

Mas como é que todos estes projectos, em várias cidades do mundo, surgiram tão rapidamente e por que é que são tão populares? E serão uma presença constante nas cidades num futuro próximo? Uma resposta óbvia a estas questões é o aumento da preocupação com a sustentabilidade, assim como a noção, que pode ser questionável, de que alguma coisa que tenha muito verde é bom para o ambiente.

As quintas urbanas são também uma parte particular desta tendência. Porém, a tendência no geral não agrada a muita gente. A cultura citadina está há várias décadas enraizada nas grandes cidades, e as pessoas procuram estes locais exactamente pela sua urbanidade.

Desta forma, construir espaços verdes e quintas urbanas em locais pouco expectáveis pode não atrair os habitantes da zona. Muitas vezes, nestes antigos locais industriais que agora estão abandonados ainda vivem pessoas que, para a concretização dos projectos, vêem-se obrigadas a mudar de casa. Paralelamente, mercados de rua, comércio locais e pequenos edifícios históricos, que floresceram a par com as antigas indústrias, acabam também por ser demolidos.

A construção de quintas urbanas também pode não ser bem encarada, já que a agricultora, contrariamente à jardinagem, que é encarada como um passatempo, é vista como uma obrigação e tal consideração pode afastar as pessoas destes locais, que voltam assim a ser invadidos pela vegetação selvagem.

No entanto – e há sempre um mas – a evolução das cidades poderá ditar, também,  a evolução da mentalidade das pessoas. E o leitor, acredita que a reabilitação de espaços industriais em jardins e parques é uma mais-valia para as cidades?

Foto:  David Berkowitz / Creative Commons

 

PRINCIPAIS POLUENTES URBANOS CONSEQUÊNCIAS AO NÍVEL DA SAÚDE DO HOMEM

Mäyjo, 27.11.14
  • Monóxido de Carbono (CO) emitido pelos veículos e refinarias de petróleo

Pode provocar dores de cabeça, vertigens, doenças cardíacas, pulmonares, problemas visuais e auditivos

  • Dióxido de enxofre (S02) provém da combustão do carvão e dos combustíveis líquidos

É responsável pela irritação das mucosas das vias aéreas e pelo acréscimo de doenças respiratórias como asma e bronquite.

  • Dióxido de azoto (NO2) Combinação de monóxido de azoto lançado pelos automóveis, centrais térmicas, aquecedores, domésticos e caldeiras industriais com o oxigénio do ar.

Irritações, diminuição das defesas e aumento da sensibilidade dos brônquios às infecções. O nevoeiro fotoquímico – smog – de que é o principal responsável, tem efeitos irritantes sobre o sistema ocular e sobre as mucosas.

  • Ozono (O3) resulta das reacções fotoquímicas iniciadas essencialmente pelos óxidos de azoto e pelos hidrocarbonetos.

Irritações oculares e alteração da função pulmonar acentuada por um esforço psíquico.

  • Hidrocarbonetos (HC) combinação de átomos de hidrogénio e de carbono provenientes da indústria e da combustão incompleta dos carburantes.

Irritações dos olhos, tosse e aumento da acção cancerígena.

  • Chumbo (Ph) lançado para a atmosfera pelos escapes dos automóveis.

Afeta o sistema circulatório, neurológico e reprodutivo. Pode provocar anemia e afectar a aprendizagem das crianças.

 

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